Boecio lê Agostinho: o exercício da memória

Sílvia Maria de Contaldo

Resumen


No Livro X de Confissões, Agostinho descreve lugares e entrelugares da memória, locais de armazenamento de saberes, vivências e incompletudes. Mas também local no qual se conservam as artes liberais, uma enciclopédia do saber. Revisitando essa enciclopédia, na prisão em Pavia, Boecio poderá contar com um acervo ‘virtual’, de tal modo que sua De Philosophiae Consolatione expressará os ensinamentos e prescrições didático-pedagógicos de Agostinho, no sentido de ascender, dialeticamente, à vida feliz. Quer dizer, à vida vivida com sabedoria filosófica na qual o conhecimento adquirido traduz-se em prática vivida. Sem essas diretrizes espirituais, revistas no exercício da memória, Boecio provavelmente não poderia ter nos legado o ensinamento de que a memória é fonte viva, permanentemente à nossa disposição, sem a qual ficaríamos à deriva nesse longo exercício espiritual que é viver.


Palabras clave


Agostinho - Boecio - memória - felicidade.

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Referencias


Boecio. A consolação da Filosofia. Tradução Willian Li. São Paulo: Martins

Fontes, 1998.

Fumaroli, Marc. Prefácio. In: Boecio. A consolação da Filosofia. São Paulo: Martins Fontes, 1998, p. VII-XXXVII.

Santo Agostinho. Confissões, 9. ed. trad. de J. Oliveira Santos e A. Ambrósio de Pina. Petrópolis: Vozes, 1988. 367 p.

Santo Agostinho. Contra os acadêmicos. Tradução Nair Assis Oliveira. São Paulo: Paulus, 2007.

Santo Agostinho. Sobre a Vida Feliz. Tradução Enio Paulo Giachini. Petrópolis: Vozes, 2014

Santo Agostinho. A ordem. Tradução Frei Agustinho Belmonte. São Paulo: Paulus, 2008. p. 151-252(Patrística)

Santos, Bento Silva. Introdução. In: Santo Agostinho. A ordem. Tradução Frei Agustinho Belmonte. São Paulo: Paulus, 2008, p. 151-158 (Patrística)


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